Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não
têm a doçura dos seus cânticos de amor.
É uma lira, mas sem cordas; uma primavera, mas
sem flores; uma coroa de folhas, mas sem viço.
Cantos espontâneos do coração, vibrações
doridas da lira interna que agitava um sonho,
notas que o vento levou - como isso dou a lume
essas harmonias.
São as páginas despedaçadas de um livro não
lido...
E agora que despi a minha musa saudosa dos
véus do mistério do meu amor e da minha solidão,
agora que ela vai seminua e tímida, por entre vós,
derramar em vossas almas os últimos perfumes
de seu coração, ó meus amigos, recebei-a no
peito e amai-a como o consolo, que foi, de uma
alma esperançosa, que depunha fé na "arte" e no
amor - esses dois raios luminosos do coração de
Deus.
Se a terra é adorada, a mãe não é mais digna de veneração."
Álvares de Azevedo
Lira dos Vinte Anos - Prefácio (com adaptação)
____________________________________________________________
There is pleasure in the pathless woods,
There is a rapture on the lonely shore,
There is society, where none intrudes,
By the deep sea, and music in its roar:
I love not man the less, but Nature more,
From these our interviews, in which I steal
From all I may be, or have been before,
To mingle with the Universe, and feel
What I can ne'er express, yet cannot all conceal.
-Lord Byron






--
"...Senti perdido sem saber o que fazer/ no meio de tanto mar/o barco se tornava cada vez mais apertado/ o mundo cada vez mais pequeno/ para toda aquela paixão...." Pedro Serrazina
Obrigado por lembrar
Bem vinda novamente. +add
abração!
--
"...Senti perdido sem saber o que fazer/ no meio de tanto mar/o barco se tornava cada vez mais apertado/ o mundo cada vez mais pequeno/ para toda aquela paixão...." Pedro Serrazina
Previous Page12345...Next Page